Estimativa de crescimento do País sobe para 2,19%.

Foto/Imagem: Foto: Group Publishing

Bandeira do Brasil

Alta apresentada pelo Boletim Focus, do Banco Central, é a oitava consecutiva neste ano

A estimativa do PIB (Produto Interno Bruto) foi aumentada pelo mercado financeiro pela oitava vez neste ano. Com a nova projeção, o Brasil deve crescer 2,19% em 2023. Os números foram divulgados nesta segunda-feira (3) no Boletim Focus, do BC (Banco Central). Há uma semana, a estimativa havia sido de crescimento de 2,18%. 

Para o próximo ano também houve alta na estimativa do PIB para 1,28%, ante o registrado na semana passada, de 1,22%. PIB é a soma de todas as riquezas produzidas no País e o Focus é o relatório de mercado com o “resumo das estatísticas calculadas considerando as expectativas de mercado coletadas nos 30 dias corridos até a data de referência do relatório”, esclarece o BC.

Em relação à inflação, o relatório manteve a tendência de queda pela sétima semana seguida. O IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), indicador usado para observar as tendências de inflação, deve fechar 2023 em 4,98%. Há uma semana, a estimativa dos especialistas do mercado financeiro era a de que a inflação em 2023 ficasse em 5,06%, ante 5,69% há quatro semanas.

Com os novos números, a estimativa permanece acima da meta da inflação para 2023, que é definida pelo CMN (Conselho Monetário Nacional), de 3,25%, com tolerância de 1,5 ponto percentual de oscilação para mais, podendo chegar a 4,75%, ou para menos, com limite de 1,75%. Para o próximo ano, a estimativa do mercado é a de que o IPCA fique em 3,92%.

O BC utiliza a Selic, a taxa básica de juros que norteia a economia do País, como principal instrumento para tentar alcançar a meta de inflação. A Selic foi mantida em 13,75% ao ano pela sétima vez consecutiva pelo Copom (Comitê de Política Econômica), ligado ao BC

A taxa Selic (Sistema Especial de Liquidação e Custódia) é utilizada nas negociações de títulos públicos emitidos pelo Tesouro Nacional e também como referência para as demais tarifas aplicadas na economia do País. O impacto fiscal devido à taxa de juros nesse patamar é de R$ 190 bilhões, segundo informou no último dia 22 de junho o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio e vice-presidente da República, Geraldo Alckmin.

 As consequências da alta imposta pelo BC são sentidas no encarecimento do crédito e na desaceleração da economia, entre outros fatores. Porque, quando há a manutenção da taxa alta, com objetivo de conter a demanda aquecida, há reflexo nos preços dos produtos porque juros nas alturas tornam caro o crédito e estimulam a poupança. Ou seja, quanto menos crédito, menos consumo. 

Quanto menos consumo, menos produção. E quanto menos produção, maiores os riscos de aumento no número de desempregados, entre outros malefícios. Já com taxa mais baixa o crédito tem tendência de ficar mais barato, o que cria incentivo ao consumo e à produção, diminuindo o controle sobre a inflação e estimulando a atividade econômica. 

Especialistas no assunto são unânimes na análise de que não há motivos para manutenção da alta da Selic. Eles defendem pressão à instituição para que inicie ciclo de queda da taxa. A próxima reunião para definição da taxa está marcada para agosto. Para o mercado financeiro, a expectativa é que haja uma diminuição na taxa. A projeção aponta que a Selic termine o ano em 12%.

O Boletim Focus engloba as estimativas de cerca de 100 instituições do mercado financeiro para os principais índices econômicos brasileiros. Para o próximo ano, os especialistas reduziram a estimativa de inflação para 3,92%. Na semana passada, a eram estimados 3,98%. Há quatro semanas, a estimativa era a de que o indicador fechasse 2024 em 4,12%. A projeção é a de que fique em 3,6% para 2025.

Já quando o assunto é o PIB, segundo o relatório do BC, haverá recuo para 2025, com crescimento de apenas 1,81%. O BC também apontou tendência de queda no crescimento para 2026, chegando a 1,90%. Por fim, em relação ao câmbio, houve manutenção do mercado na estimativa, com o dólar fechando em R$ 5. 

A estimativa quatro semanas atrás era de a moeda norte-americana ficar em R$ 5,10. Para o próximo ano, o mercado financeiro estima que a moeda fique em R$ 5,08, menor do que o projetado na semana anterior, quando a estimativa mostrava R$ 5,16. A previsão é que fique em R$ 5,17 para 2025.

*Utilizamos imagens de livre exposição e bancos contratados, mas caso alguma imagem ou texto tenha direitos autorais, entre em contato conosco que removeremos imediatamente. Para as publicações patrocinadas: Imagens de produtos, informações sobre serviços e citações são inteiramente de responsabilidade da empresa que patrocina a publicação.

Este site utiliza cookies e tecnologias para personalizar publicidade e recomendar conteúdo de seu interesse. Ao navegar em nosso site você aceita nossa  Política de Privacidade.