Setor de serviços foi o destaque, com crescimento de 54% em maio, com total de 83.915 postos
Dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), divulgados na última quinta-feira (29) pelo MTE (Ministério do Trabalho e Emprego), mostram que o Brasil registrou saldo positivo de 155.270 empregos com carteira assinada em maio. O número é resultado da diferença entre contratações, que somaram 2.000.202, e demissões, que registraram 1.844.932.
O saldo positivo foi registrado, segundo o MTE, em cinco grandes grupamentos de atividades econômicas, em 23 dos 26 Estados brasileiros mais o Distrito Federal. O segmento de serviços foi o destaque, com crescimento de 54% em maio, com total de 83.915 postos formais de trabalho. Nesse setor, os destaques foram as áreas da informação, comunicação e atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas, com um saldo positivo de 37.731 vagas, e a administração pública, defesa e seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais, que apresentou o maior saldo, de 26.116 postos.
Somente nos cinco primeiros meses de 2023 foram geradas 865.360 oportunidades de emprego, chegando a 43,3 milhões no estoque de postos com carteira assinada no País. “Considerando a evolução positiva nos números do emprego formal, arrisco que chegaremos a mais de 2 milhões de empregos até o final do ano”, disse a portal da pasta o ex-prefeito de São Bernardo do Campo e atual ministro do Trabalho, Luiz Marinho.
O segundo maior crescimento do emprego formal ocorreu no setor da construção civil, com saldo positivo de 27.958 oportunidades de trabalho com carteira assinada, com destaque para obras de infraestrutura, com 10.988 contratações no período, e construção de edifícios, com 8.872 admissões.
Na terceira posição entre as melhores gerações de vagas de emprego está o ramo de agropecuária, com 19.559, principalmente por causa da colheita de café, com 16.717 admissões, e também para colheita da laranja, com 7.484 contratações. Na sequência aparecem o comércio, com 15.412 empregos, e a indústria, com 8.429 vagas.
Em relação aos Estados, São Paulo aparece no topo do ranking como maior gerador de empregos, com 50.112 contratações. Os destaques foram os segmentos de serviços, que criou 25.102 postos formais de trabalho, e o agropecuário, que gerou 11.161 vagas formais.
Na sequência vêm Minas Gerais, com 6.626 postos, e Espírito Santo, com 13.593 oportunidades. No lado oposto aparecem Alagoas, Estado no qual houve perda de 8.188 empregos, e Rio Grande do Sul, que registrou eliminação de 2.511 postos no mês.
Quando o recorte é por gênero, do total de 155.270 postos positivos de saldo no mês de maio, os homens ficaram com 89.998 dos empregos formais, enquanto as mulheres, 65.272. Por fim, o Caged informa que o salário médio real registrado em maio no ato da contratação chegou a R$ 2.004,57, queda de R$ 18,26 na comparação com abril, que havia registrado R$ 2.022,83, mas ganho real de R$ 35,55 em relação ao mesmo mês do ano passado.




